Suspensão do Ego, Geração de Prazer e o Prazer
Reflexões sobre o abandono temporário do Ego e seus benefícios
7/6/20266 min read


“Lamento minha queda do posto de humano, especificamente humano, dos felizes momentos aos tristes contínuos, a mediocridade em ser menos que homem e ser, acompanha-me e retira-me o direito de necessitar do que nos é verdadeiro e preponderantemente dotado de significado, do que poderia ter feito e do que possa vir a fazer, falta-me o que é o instrumento fundador do existir e do especular sobre esse mesmo existir, a ação, a atitude pelo que, novamente, pelo que nos é especificamente humano, o bem e a ordem geral da comunidade e em consequência do indivíduo autor, outrora também me afogo em flagelos de força e justiça que nunca me são ofertados e dos quais nunca fiz questão o cabido operar, assim enfrento a aplicação da sabedoria do justo-meio universalmente concebido, que imputa sem relutância, a quem em antecedência subjugou o impacto de seu agir e da suspensão de seu ego e naturalmente de sua vontade de realizar-se, a absoluta negligência (e essa em dobro do que sujeitou o ser agente a seu meio) em oferta-lhe o melhor da vida, o domínio da real potencia preenchida por vários atos que se suspendida a vontade de realizar-se que os precede, em nada além há para eles o fundamentar-se, se não na resposta continuamente momentânea do "social" até que finde sua vivência, após múltiplos afugentamentos nas classes de seres supostamente guarnecidos da intelectualidade suficiente para aconselhar outros de sua mesma espécie de que em nenhum instante houve erro, desacerto sequer mínimo em abandonar as próprias ambições por falta de coragem empreendida em suas incumbências.”
Breve relato de um homem que suspendeu seu ego e naturalmente sua vontade.
A Vontade de Realizar-se e o Ser Consciente
Os seres conscientes, suficientes observadores da realidade em partes e construtores da réplica da exordial ordem, iniciam busca pela vontade de realizar-se que precede e baseia todos os outros fundamentos da formação do ser, manipulador e reorganizador das partes do antecedente meio de ordem e beleza no qual o próprio ser como agente pode existir e contemplar as nuances dos entes dos quais pouco sabe algo à respeito.
O Lugar Central do Humano
Assim o humano deve compreender seu lugar central diante de todas os organizações, imposições e, que mesmo sendo formalidades do sistema comuns a todos já existiram, que aqui existem e dos que de antemão lá existirão, podem pela reação consciente (condição também comum a esses citados) serem abordados com uma singularidade que aflora da individualidade inerente a cada ser e em tal universo que se evidencia por sua grandiosidade e de sutileza semelhante a de um elefante em uma loja de vidraçaria e porcelanas, o que implica qual a posição o explorador que advém da vontade deve tomar diante de nossa realidade e em interação conjunta com os entes formadores do ambiente, auxiliará o indivíduo a expressar o télos de suas experiências em vida e os porquês das variadas experiências em vida se realizarem por este exato modo, disso origina-se o sentido, o propósito, o norte do homem que por todos os lados levanta-se com a igual majestade do sol ao amanhecer e cerca-o das responsabilidades que acompanham a descoberta dos saberes que coordenam todo o cosmo.
Então a posição concebe-se doravante o maior ambicionar, de nutrir o ego e de construir sua identidade com bússola do próprio voltada para a descoberta das descobertas, o ato de realizar-se pela dominância que há de si mesmo e a função de observador extremamente dedicado e fiel ao que tem por capacidade e almeja absorver da ordem primária (do real, do ambiente, do sistema, do quebra-cabeça montado, da imagem sem distorções e todas as outras definições da máxima verdade contextual), as ações do ego tem de voltar-se a uma natureza quase que libertina a fim de que ele por saber e consequente poder (fazer o que é mirado pelo agente por intermédio do se conhece e como resultado pode dominar por manipulação desses mesmos saberes) encontre a melhor maneira de exercer a Natureza Humana que sucede sua formação como ser e é código do Bom Humano e da Boa Busca pela Máxima verdade Contextual.
A Suspensão do Ego
Já a suspensão do Ego é o oposto do que a resultante da formação do Ser nos propõe, essa cessação por sua vez implica “a inatividade de ações direcionadas a realização dos propósitos mais internos a formulação da identidade e personalidade intelectual daquele ser“ mediante astuciosa troca com a Supressão da Vontade de Realizar-se, tal ação inibe os horizontes do que o ser poderia fazer com suas faculdades naturais.
O deslocar do que baseia o agente do existir e o traz ao conformismo consensual da Doxa a operar um impedimento ao impulso humanamente concebido, o impulso de “espantar-se, descobrir-se, relatar fielmente o que fora descoberto, organizar e expor à comunidade para o bem comum.“
Imagine a seguinte situação: quem passou a morar só e, ao fim de um expediente inteiro, decide pela terceira vez na semana pedir o mesmo lanche pelo aplicativo, não por fome, mas porque cozinhar exigiria o pequeno esforço de escolher, de errar o ponto do arroz e de aprender com o erro, a configurar uma suspensão minúscula (quase invisível, e por isso mesmo perigosa) da vontade de realizar-se, repetida noite após noite até que o hábito de não tentar passe por prudência. Em outras palavras, ninguém suspende o ego de uma vez, suspende-o em doses pequenas, e cada dose, isolada, parece razoável.
A Geração do Prazer
Assim o prazer é gerado, do suplico displicente do indivíduo por alívio à responsabilidade iminente ao observador do que nos é fundamentalmente Universal, a Ordenação das partes para expor a réplica do exordial.
Mas por que chamar de prazer um alívio que não deixa nada construído?! Porque o prazer do alívio é imediato, não pede nada a quem o recebe e, naturalmente, é o mais fácil de encontrar, contudo depende sempre do que foi evitado, de modo que quanto mais se evita mais ele se faz necessário (o lanche pede o próximo lanche, a distração pede a próxima). É um prazer que se gasta no ato de ser usado.
O Real Prazer Deriva do Processo
O real prazer deriva do processo, da jornada, não é recompensa por bom comportamento, ou o objeto da motivação e até mesmo do impacto benéfico causado pela ação de quaisquer agente, primeiramente o concreto prazer pressupõe que não se necessite dele para a entoação pura de sua natureza, todavia a geração do prazer realista advém de suportar certa melancolia própria do fato, de aceitar que não há retrocessos que possam se realizar, para nós seres cansados da vivência resta a comunhão, o inter auxílio rumo ao encontro com a máxima da existência a descoberta pela ambição própria do ego que não é significado além do que a personificação da vontade de realizar-se, em outras palavras, de expor o melhor de sua natureza para findar, encerrar por completo o engano que presencia em si e que presencia idem em seu próximo.
Não se trata, contudo, de prometer uma jornada sem cansaço, pois o prazer realista convive com certa melancolia (e não há como negá-la, ela vem junto com o fato), trata-se de perceber que, se o prazer não é a recompensa cobrada ao fim do dia, ele só pode ser o resultado de ter feito, e não o prêmio por ter evitado. Qual é, então, a menor coisa que o ego ainda suspende hoje, em silêncio, sem que se perceba?!
Sobre o Autor
Mateus S. Feitosa é Estudante Ávido e Entusiasta da Vida Solo e Autonomia Prática, com uma sólida trajetória de vivência, pesquisa e estudo prático sobre Viver Sozinho, Organização Residencial, Finanças para Autonomia, Rotinas de Independência, Gestão Doméstica, Minimalismo e Bem-Estar Cotidiano. Dúvidas? [ITEM PENDENTE: e-mail]
Disclaimer Legal
O que este conteúdo é: informação, reflexão e educação. Ele ajuda você a pensar sobre o tema, mas não diz o que você deve fazer.
O que ele não é: consultoria profissional. Não substitui um advogado, médico, psicólogo, consultor financeiro, arquiteto ou engenheiro.
Antes de decidir: se a decisão for importante, converse com um profissional devidamente habilitado sobre suspensão do ego e geração de prazer.
Informações mudam: leis, regras e costumes variam com o tempo e com o lugar. Confira regulamentações locais, contratos e fontes oficiais antes de agir.




│ © 2026 Solo Living Brasil. Todos os direitos reservados. │ Desenvolvido com respeito intelectual.
LEGAL
SOBRE
CONTEÚDO

